6 de dezembro de 2010

Por uma infância sem racismo - UNICEF



Estatísticas

No Brasil vivem 57 milhões de crianças e adolescentes, sendo 31 milhões de crianças negras e cerca de 100 mil crianças indígenas (IBGE/PNAD, 2009).

54,5% das crianças são negras ou indígenas (IBGE/PNAD, 2009).

65% das crianças pobres são negras (IBGE/PNAD, 2009).

26 milhões de crianças brasileiras vivem em famílias pobres. Dessas, 17 milhões são negras (IBGE/PNAD, 2009).

Das 530 mil crianças de 7 a 14 anos fora da escola, 330 mil são negras e 190 mil são brancas (IBGE/PNAD, 2009).

62% das crianças fora da escola, na faixa de 7 a 14 anos, são negras (IBGE/PNAD, 2009).

Os adolescentes negros têm 2,6 vezes mais chances de serem assassinados em comparação aos adolescentes brancos, nas cidades com população acima de 100 mil habitantes (IHA – Índice de Homicídio na Adolescência (UNICEF/LAV/UERJ/SDH-SPDCA/Observatório de Favelas – Sobre dados do SIM/DATASUS – MS. 2006).

Fonte: Infância sem racismo

Site da campanha:  Infância sem racismo 

4 de dezembro de 2010

Manifesto pela rendição

 Fonte da imagem:Msn notícias

Precisei de um tempinho para "digerir" a avalanche de imagens e notícias, antes de escrever alguma coisa sobre as operações policias na Vila Cruzeiro e no Complexo do Alemão.
Concordo com a necessidade da operação, mas fiquei perplexa ao perceber a grande quantidade de pessoas que, após o cerco ao Alemão, não só reconheciam a possibilidade de um banho de sangue, como torciam para que ele acontecesse.
Lembrei-me de uma frase dita pelo Deputado Marcelo Freixo em uma entrevista: "Quando a mídia legitima o discurso da guerra e reafirma que existe um inimigo, ela legitima a eliminação desse inimigo."
Acho que boa parte das pessoas não percebe que os traficantes entrincheirados nessas comunidades, há anos abandonadas pelo poder público, são apenas a ponta do iceberg. 
Sei da enorme precariedade do sistema penitenciário brasileiro e que  nossas leis, são muitas vezes incapazes de manter um bandido na cadeia, mas ainda assim acredito que o dever da polícia é prender os criminosos e não matá-los. Não defendo a velha teoria do "bandido bom é bandido morto".
Acredito que a maior parte dos soldados do tráfico, crianças e adolescente, são recuperáveis. Mas sai mais barato para o Estado eliminá-los.
Fiquei profundamente aliviada quando surgiram iniciativas que tinham como objetivo a rendição. Uma delas do Pastor Antônio Carlos Costa - presidente da Ong Rio de Paz . A ONG defende que seja feita uma "mediação oficial, com a presença de integrantes da sociedade civil, visando a rendição de narcotraficantes, antes de cada operação policial nas favelas do Rio de Janeiro, a fim de que vidas sejam preservadas em maior número possível."
A oportunidade para rendição foi dada e alguns optaram por se entregar. Ainda sim, me espantei com o número de mortos na operação.  Foram 37 mortos, mas acho que só eu me espantei com esse número!

A proposta da Ong Rio de Paz tornou-se um manifesto pela rendição, para essa e para futuras operações. Eu Apoio!!! O manifesto pode ser assinado no link abaixo:


 "...a fim de que vidas sejam preservadas em maior número possível."